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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Filme sobre filho de Saddam Hussein chega aos cinemas dos EUA

A vida de excessos, violência e corrupção do filho mais velho de Saddam Hussein chega aos cinemas dos Estados Unidos com o drama "The devil's double", um longa narrado sob a perspectiva de quem foi obrigado a ser seu dublê, Latif Yahia.

Apelidado de "príncipe negro" ou "lobo", Uday morreu em 2003 durante a Guerra do Iraque. Ele ficou conhecido por inúmeros episódios de crueldade e abusos que levaram seu pai, Saddam, a minguar seus poderes dentro da estrutura governamental.

O filme dirigido pelo neozelandês Lee Tamahori ("007 - um novo dia para morrer", 2002) se baseou na biografia de Yahia, apesar de a produção ter aproveitado o relato sobre o personagem. Contudo, usou como referência suas vivências para criar um longa próprio seguindo uma trama mafiosa.

"Algumas coisas que aparecem no filme aconteceram de verdade, outras são licenças artísticas, mas tiveram que atenuar a intensidade de alguns fatos perturbadores", diz o protagonista da fita, o britânico Dominic Cooper ("Educação", 2009).

O ator interpretou os dois personagens principais, Uday e Latif, e usou um tom de voz diferente para construir os dois, além da maquiagem e de alguns elementos como dentes postiços e de adotar diferentes estilos.

"Eram pequenos detalhes, mas muito planejados. Ajudavam-me a entrar no estado mental de quem eu era em cada momento", disse Cooper. "Gravávamos as sequências direto, no mesmo dia. Foi uma loucura mudar de um para o outro, embora eu tenha gostado deste caos".

"The devil's double" começa antes da invasão do Kuwait no momento em que Uday exige que Latif, um soldado que conhece desde que eram crianças, seja seu "fiday" (dublê físico) a fim de reduzir o risco de se expor a atentados.

Torturado, Latif aceita a incumbência. Sua "morte" é comunicada à família e ele se muda para a residência de Uday, se tornando uma testemunha de suas atividades.

"(Uday) Matou o melhor amigo de seu pai (Saddam), buscava garotas nos colégios (para estuprá-las) e destruiu um casamento (para pegar a noiva)", afirmou Cooper que passou um tempo com Yahia para conhecer de primeira mão aspectos de sua vida e de sua relação com Uday Hussein.

Segundo o ator, Yahia viu pela primeira vez o filme com ele no Festival de Cinema de Berlim, uma experiência "comovente e perturbadora" para o ex-dublê de Uday, que em alguns momentos chegou a ficar sem fôlego.

Yahia, que atualmente se esconde na Europa por medo de represálias, assessorou Tamahori durante a gravação que foi realizada na ilha mediterrânea de Malta.

Cooper reconheceu que, apesar de "desprezar Uday" e do transtorno que foi interpretar um personagem como este, foi muito melhor fazer esse papel que o de Latif. "Foi estimulante, porque era possível fazer qualquer coisa, era selvagem, espontâneo. De fato, disse que improvisava parte das cenas porque ele era extremo. Isso foi muito divertido. Ao mesmo tempo, me dei conta de que foi um alívio ser Latif porque teria ficado esgotado ter sido Uday todo o momento", afirmou Cooper.

Seu trabalho em "The devil's double" lhe permitiu aprender mais sobre como era o Iraque na década de 1980, um país que "havia opulência e extravagância" e tinha um bom sistema educacional e de saúde, mas que não se podia dizer uma palavra contra o governo.

"Em minha opinião, Saddam tinha que sair", afirmou Cooper, que insistiu que o longa não tem uma posição política.

Em seus 33 anos, Dominic Cooper está realizando uma transição de filmes mais independentes a superproduções que poderiam torná-lo uma estrela de Hollywood.

Em 2008, fez "Mamma mia!" e depois fez dois dramas que receberam boa crítica, mas teve pouco retorno de bilheteria dos EUA ("A duquesa", 2008 e "Educação", 2009). O intérprete estreou este mês "Capitão América: o primeiro vingador" e estará em "Abraham Lincoln: vampire hunter", adaptado por Tim Burton, em 2012.

"Não sei que implicações terá tudo isso. Sou muito feliz sendo bastante anônimo, espero que isso não mude, mas, se for assim, terei que me comportar melhor", disse.

Do G1

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