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quinta-feira, 29 de março de 2012

Isso lembra o passado: Prefeitura de Caldas Brandão nega transporte de pacientes por perseguição política


Representantes de uma entidade filantrópica localizada em Caldas Brandão, cidade a cerca de 60 km de João Pessoa, denunciam omissão por parte da Prefeitura Municipal em caso ocorrido na semana passada, quando moradores perderam atendimentos médicos agendados para a capital, em especialidades que não são ofertadas pelo município, por falta de transporte.

Na quarta-feira, dia 21 de março, a Casa da Família - Associação Assistencial das Famílias e Idosos de Caldas Brandão encaminhou para realização de exames de endoscopia e ultrassom de abdome total dois moradores do município, respectivamente, Paulo de Souza da Silva e Hernande João da Silva, que necessitavam com urgência destes atendimentos. Ambos teriam perdido os exames médicos porque a Prefeitura Municipal de Caldas Brandão, com mais de dez veículos alugados para fazer esse tipo de transporte, não disponibilizou nenhum carro para que os dois pacientes pudessem ir a João Pessoa realizá-los.

Segundo a entidade, o vereador Ronaldo Cezar Nascimento de Araujo, conhecido por Irmão Naldo (DEM), responsável por um dos veículos alugados pela administração municipal, quando procurado, disse claramente que não transportaria pacientes com atendimentos marcados através da Casa da Família, presidida pela enfermeira Gláucia Martins.

A enfermeira, que há vários anos desenvolve trabalho assistencial na área de saúde em Caldas Brandão, e já atuou por mais de seis anos junto à Prefeitura Municipal como enfermeira chefe do Programa de Saúde da Família (PSF), foi exonerada, em agosto de 2010, por defender a candidatura do ex-governador José Maranhão (PMDB), adversário político do prefeito João Batista Dias (DEM).

Com deficiência na área saúde, Caldas Brandão chegou a ter seu posto do PSF interditado pelo CRM-PB – Conselho Regional de Medicina no último mês de janeiro, na ocasião, por falta de condições de funcionamento. O posto já foi reaberto, mas não tem atendimento médico regular e os moradores da cidade carecem de especialistas e exames que não são ofertados pela Prefeitura Municipal.

Para atender a essa demanda, a Casa da Família, que desenvolve um trabalho filantrópico em diversas áreas, disponibiliza periodicamente para a população, através de convênio firmado com a FACENE – Policlínica de Bayeux e marcação direta em unidades de saúde da capital, entre 25 e 30 exames por mês, além de atendimentos em endocrinologia, urologia, neurologia, pré-natal, ginecologia, reumatologia, oftalmologia, pediatria, mastologia, cardiologia, otorrinolaringologia e clínica geral.

Geralmente, a entidade consegue atuar de maneira independente, mas em casos como o ocorrido na semana passada, em que necessita de apoio da administração municipal, não recebe qualquer auxílio devido a questões meramente de ordem política.

Assessoria
Mais PB

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