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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ricardo assina protocolo para instalação de usina termo solar em Coremas




A Paraíba ganhará a primeira Usina Termo Solar da América Latina, com capacidade de gerar 50 MW de energia. O primeiro passo para a viabilização do empreendimento foi dado na manhã desta sexta-feira (11), no Palácio da Redenção, com a assinatura do Protocolo de Intenções pelo governador Ricardo Coutinho, o prefeito de Coremas, Edilson Pereira, e o representante da empresa Rio Alto Energia, de São Paulo.
Com investimentos previstos de R$ 350 milhões em 24 meses, a Usina Solar de Coremas será um marco por ser a primeira licenciada no Brasil com capacidade de geração de 50 MW de energia elétrica. No termo assinado, a empresa Rio Alto Energia se compromete a iniciar a instalação da unidade industrial em 12 meses, tendo um total de 24 meses para colocar a usina em operação. A energia a ser produzida será vendida ao Governo Federal, por meio de leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 
Ricardo Coutinho destacou a importância do empreendimento para a geração de fontes de energias limpas na Paraíba e disse que o Governo se empenhou desde o início pela instalação da usina, com incentivos fiscais e apoio institucional. "Esse é um empreendimento fundamental para o aproveitamento de algo que está disponível em abundância como o sol para criar um negócio com base sustentável”, avaliou o governador, que, na última quinta-feira (10), juntamente com os governadores do Nordeste e o de Minas Gerais, assinou uma moção ao Governo Federal cobrando abertura para o financiamento de projetos de energia limpa (como eólica e solar), que hoje são feitas apenas pelo BNDES.

Renda e inclusão social – Um dos diretores da Rio Alto Energia, Edmond Charker Júnior, disse que o empreendimento vai criar 1,5 mil empregos diretos. Na segunda etapa, o grupo pretende instalar uma pequena fábrica para transformar a casca do coco produzido em Sousa em fonte energética ou em matéria prima, o que vai proporcionar renda e inclusão social. Edmond explicou que outro projeto da empresa é a instalação de estufas abaixo das placas solares de captação, para a geração de alimentos orgânicos por meio de aeroponia, possibilitando o plantio de hortifruti na região. "Esse projeto é muito utilizado nos Estados Unidos, na Espanha e em Israel para a produção de alimentos saudáveis”, destacou.
Outro dos três diretores da empresa, Rafael Brandão, citou como fatores decisivos para a instalação da usina em Coremas a grande incidência solar na região, a existência de um grande açude, com água em abundância, e o estudo de níveis de irradiação. Rafael também destacou a receptividade e o apoio do Governo do Estado e da prefeitura de Coremas. "A vontade do grupo é conseguir o financiamento do BNDES para se instalar em Coremas o mais rápido possível, ampliar o empreeendimento e ficar no Estado por um longo período”, destacou.
Energia limpa – O secretário de Planejamento do Estado, Gustavo Nogueira, disse que o empreendimento é importante por estimular o uso de energia limpa e criar 1,5 mil empregos diretos, o que auxiliará a inclusão social da população de Coremas. "O próximo leilão do Governo Federal será decisivo, mas os investidores já adquiriram a área e já elaboram os projetos financeiros e ambientais para implantação da usina de energia solar”, afirmou. 
De acordo com a presidente da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), Margarete Bezerra, a empresa incentiva o projeto desde o início, por meio de estudos e incentivos fiscais, além da doação de parte de uma área de 200 hectares. "Queremos diversificar a matriz energética na Paraíba por meio de projetos de energia eólica e solar, que garantam energia limpa no futuro. Isso tem tudo a ver com o projeto de desenvolvimento do Estado”, disse. 
O msecretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico Renato Feliciano acrescentou que o governador Ricardo Coutinho e o Estado estão dando todo o apoio institucional para incluir a energia solar nos leilões da Aneel, e também para que o Governo Federal inclua projetos de produção de energias limpas em suas linhas de financiamentos.        
Desafio – O prefeito de Coremas, Edmilson Pereira, comemorou a assinatura do protocolo de intenções e acredita que a usina irá contribuir para o desenvolvimento econômico e turístico da região, além de estimular outros setores, como o comércio e os serviços. Ele também destacou o impacto do empreendimento na arrecadação dos tributos. "O desafio da prefeitura e do Governo do Estado é promover a capacitação da mão-de-obra e da infraestrutura do locais, para que os empregos fiquem no município e também”, avaliou.
A Rio Alto Energia, que atua na geração de energia elétrica por meio de fontes renováveis, conta com sete projetos de PCHs em Minas Gerais e Goiás, somando 124 MW. A usina termo solar de Coremas vai gerar 50 MW de energia solar, com complemento de biomassa.

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